Algumas horas antes da sua primeira actuação em
Angola, Maria Gadú teve uma conversa descontraída sobre a sua carreira, meio
ambiente e de como será o seu show de sábado no Cine Atlântico.
Em conferência de imprensa Maria Gadú falou
nunca imaginar que as suas músicas pudessem chegar onde chegaram.
“Eu era feliz quando tocava nos bares do meu bairro, nunca tinha pensado em gravar um CD, ser entrevistada e fotografada. Nunca fiquei à espera que a fama surgisse na minha vida e quando isto aconteceu eu fiquei muito assustada e triste porque comecei a não ter tempo para ver os meus amigos”, contou.
O homenageado da gala do Festival da Canção, o
músico angolano André Mingas, também teve destaque na conversa com Gadú. “Eu
recebi um CD do músico [Mingas] e gostei muito, gostei do jeito que ele
escrevia, achei-o fantástico e fez-me lembrar várias coisas que amo, como Luís
Melodia e um pouco de João Bosco”, referiu a artista.
Em relação ao facto de estar a cantar pela
primeira vez em África, Gadú disse que “vir a África foi muito louco, nunca
pensei cantar fora do meu bairro, mas quando soube que a minha música estava a
voar de lugar em lugar e a ir cada vez mais para longe" foi quando surgiu "a
vontade de conhecer esses lugares”.
“O continente africano para mim tem uma ligação muito especial, que [tem haver com] a minha descendência. Penso que a avó da minha avó era africana só não me lembro de que país. A viagem para mim está a ser como um sonho concretizado, mais [o sonho] da minha avó que sempre quis conhecer e não teve oportunidade”.
Para Maria Gadú a preservação do ambiente em
todo o mundo é muito importante e para ela a acção dos governos é fundamental
neste sentido.
“ Acho completamente fundamental a acção do
governo no sentido de instrução aos cidadãos. Assim vão poder saber como é levar
uma vida sustentável é também necessário que as pessoas aprendam a separar as
coisas”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário